Brasil colônia: os escravos no Brasil

Primeiramente com a chegada dos escravos no Brasil vindo da África,  tinha uma necessidade de um escoamento e locais propício parar fazerem a venda desta mão-de-obra, chegando há portos inicialmente localizados em  Salvador e Recife, é posteriormente foi estabelecido um porto no Rio de Janeiro, que seria o centro desse desembarque negreiro.

Sendo estabelecidos estes portos com intuito de escoar a mão-de-obra pelo território, afinal essas localizações eram fixadas por serem os grandes centros da exploração colonial, ou seja, tinham uma necessidade elevada de busca de uma mão-de-obra pra fazerem o trabalho braçal.

Logo depois do desembarque os escravos, passavam por um processo de vistoria e conforme passava por esse processo de avarias  eram levados para os locais destinados à vendas, muitas vezes em mercados públicos.

Diferenças do modelo de trabalho

Representação dos escravos domésticos

 Representação dos escravos domésticos

Conforme o escravo era comprado já se imaginava o papel a desempenhar por tal, podendo ter distinções dentro modelos de trabalho exercido, sendo essas diferenças respectivamente:

  • Escravos de ganho (trabalho temporário normalmente localizado nas cidades)
  • Negro do eito (Plantação-trabalho nas lavouras, com uma jornada de trabalho extensa, sem condições mínimas que lhe assegurassem a vida)
  • Escravos domésticos ( os mais propensos a obedecer, amigáveis e bonito.Sendo primordialmente exercido por mulheres, buscando alguns traços dóceis e a beleza)
  • Boçais (não conheciam a língua e nem a forma do trabalho, por isso mais barato)
  • Ladinos(conheciam a língua e como era o sistema de trabalho por isso mais caros)

Resistência ao trabalho

Apesar dos mecanismo que os donos criaram para evitar as fugas, como a comprar de escravos de diversas tribos e línguas diferentes, para evitar a comunicação e união em grupos.

Os africano tinha uma mecanismo de defesa contra esse sistema cruel, estabelecendo lutas para a obtenção de liberdade, portanto sempre existiria espírito de fuga.

Criando mecanismos para se ter uma resistência ao trabalho escravo, sendo os mais usuais dentre estes mecanismo os:

  • Violência contra própria vida(pelo grau de desespero passado por muitos, optavam pelo suicídio como a melhor opção para sua vida e tinha o “banzo” que era saudade da terra natal é não aceitação da escravidão, deixando de alimentar/depressão. Além dos abortos, por não querem que mais ninguém passasse por crueldades)
  • Organizações contra os senhores (faziam paralisações contra o trabalho, muitas vezes queimando e quebrando as ferramentas básicas para a executar o trabalho. Além do assassinatos dos donos e feitores)
  • Fugas (individuais ou coletivas, os escravos iriam se aventurar até a chegada em um quilombo)
  • Negociação(o escravo tentava uma negociação com seu senhor para melhoria nas condições de trabalho e poder ter direitos a suas crenças, em contrapartida o rendimento aumentaria gerando maior lucro ao senhor)

Para conter esses mecanismos de resistências, seus donos estabeleciam castigos como forma de mostrar poder, através do medo.

Os castigos físicos

Objetos utilizados para os castigos físicos

 Objetos utilizados para os castigos físicos

A utilização dos castigos eram os meios de conter o escravo através da opressão, ou seja, o senhores e feitores utilizavam do medo, para garantir que não existiriam resistência ao trabalho.Desta forma os castigos mais usuais eram:

  • Tronco(presos em um tronco de madeira, imobilizado por horas e sofrendo sequências de lesões pelo chicote)
  • Bacalhau(um espécie de chicote de couro que normalmente abririam feridas, que eram curadas com sal)
  • Vira-mundo (ferro que prendiam pés e mãos)
  • Gargalheira, Máscara de flandres e Palmatória(colar de ferro, máscara e estrutura de madeira denominada palmatória )

Enfim o processo da escravidão brasileira, foi um dos mais lucrativos para a coroa portuguesa através dessa mão-de- obra que se obteve suas riquezas, dando ao escravos inúmeros graus de maus tratos e o valor de uma mera mercadoria.

Milhões de africanos perderam suas famílias e origens em solo brasileiros, sendo exterminados num sistema trabalhista desleal. 

 

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