Brasil colonial: Os Quilombos

A princípio como  visto no Brasil Colônia, após a Era dos descobrimentos teve-se uma iniciativa para transição da colônia brasileira, sendo de exploração e povoamento.

Desta forma se instala um modelo econômico que se baseia primordialmente no Engenho e posteriormente de ouro, borracha e outros.Criando uma necessidade de uma mão-de-obra qualificada para se desenvolver então este modelo, obtendo as riquezas que a Coroa vislumbravam.

Então inicialmente utilizam uma mão-de-obra ameríndia (indígenas), porém por inúmeros fatores de suma importância, fazem que os índios não fossem considerados a melhor alternativa para exercer o trabalho braçal, como há proteção existente  dos jesuítas em resguarda-los.

Portanto criando a necessidade de novas fontes para suprir este mercado.Neste contexto são implementados a utilização da mão-de-obra africana no Brasil.

Gerando um tráfico negreiro neste território, sendo esta relação comercial  frequentemente sancionada pela Europa, utilizando essa mão-de-obra braçal em diversos setores no Brasil.

Os Quilombos

Os quilombos surgiram pelo anseios de libertação, apesar do tráfico negreiro ser um modelo constantemente utilizado  na Europa, o africano busca mecanismos de resistências para conseguirem sua almejada liberdade.

Sendo assim os quilombos consistiam em uma ferramenta essencial para garantir a segurança e resguardar o ser humano, que sai de um sistema que o aprisiona é lhe trata como um objeto.

Representação da fuga para o Quilombo.

 Representação da fuga para o Quilombo.

Estes quilombos era localizados na maioria das vezes em grandes centros de exploração, que tinham instalados os Engenhos, ou seja, onde a mão-de-obra escrava é de extrema importância deste modo abundante. Sendo assim os principais:

  • Quilombo de Palmares (Alagoas)
  • Quilombo do Urubu e Quilombo do Rio Vermelho (Bahia)
  • Quilombo de Capela e Quilombo de Itabaiana (Sergipe)
  • Quilombo do Ibura (Pernambuco)
  • Quilombo da Lagoa Amarela  (Maranhão)
  • Quilombo do Ambrósio  (Minas Gerais)
  • Quilombo de Manuel Congo (Rio de Janeiro)
  • Quilombo dos Campos de Araraquara(São Paulo)

Assim cada quilombo, eram organizado no ideal da almejada liberdade, sendo constituída um agrupamento no qual, cada um era seu próprio sujeito, a partir daquele momento lidando com questões relacionados a vida e seu cotidiano.Possuindo uma vida precária, além de constantes ataques das autoridades, que reivindicavam o seu direito sobre os escravos.

O Quilombo era  o meio utilizado para se desenvolver, usando a terra para suprir suas necessidades e determinando os papéis que cada um desempenhariam perante o grupo, sendo de vital importância o trabalho coletivo.

Modelo de organização dos Quilombos

 Modelo de organização dos Quilombos

Cada quilombo era esquematicamente pensado como forma se assegurar a proteção dos quilombolas (normalmente Escravos), primordialmente eram escondidos entre matas, morros e grutas, que mudavam de acordo com o grau de segurança que o esconderijo escolhido para desempenhar o papel de quilombo dava, em qualquer sinal de perigo tinha a necessidade de uma nova fonte de abrigo.

Os moradores dos quilombos eram denominados quilombolas, podendo ser ou não, de africanos mas também de brancos, mestiços e pessoas que queriam melhoria de vida, possuindo agrupamentos de caráter menores, que eram denominados de Mocambos.

Os quilombos concebiam grande fontes culturais, possuindo uma liberdade de cultos e respeito a religiosidade de cada indivíduo.Sendo o mais importante dentre os agrupamentos  o Quilombo de Palmares, que era a união de diversos agrupamentos quilombolas, possuindo aproximadamente entre 20000 a 30000 habitantes, no comando de Zumbi.

Líder Zumbi dos Palmares

 Líder Zumbi dos Palmares

Possuindo o fator importante  para o crescimento populacional quilombola, a invasão Holandesa de 1630(União Ibérica), pelo abandono de terras pelo seus senhores, deixando um momento propício para os africanos.

Enfim os quilombos foram uma fonte de refugio do julgo opressor, que estava disseminado no Brasil.Possuindo atualmente aproximadamente 193 quilombos remanescentes destas comunidades, mantendo suas raízes culturais e antigos vestígios, de um povo que lutou pela sua liberdade é aceitação como pessoa.

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